domingo, 10 de janeiro de 2021

Resenha: "Téo & o Mini Mundo - O lugar do outro"

janeiro 10, 2021 0 Comments
TÉO & O MINI MUNDO - O LUGAR DO OUTRO
Autor:
 Caetano Cury
Número de páginas: 120
Nota: 4,5/5 ⭐


Minha última leitura de 2020 foi "Téo e o Mini Mundo - O lugar do outro", do quadrinista Caetano Cury. Já conhecia o trabalho do Caetano por influência da minha madrinha, que apoia o projeto e presenteou minha mãe com dois livrinhos do Téo (e um deles foi justamente o que eu li). No final da resenha, irei deixar o link para comprar o quadrinho de forma segura, caso você tenha interesse 😉❤ 


Téo e o Mini Mundo é uma série de tirinhas publicadas na internet (webcomic), onde podemos acompanhar as descobertas do menino Téo, que observa o Mini Mundo a partir das lentes de seu microscópio. Ao seu lado, temos a sábia borboleta Eulália. Juntos, os dois fazem reflexões a respeito da vida e do mundo, tornando as tirinhas críticas, sensíveis e profundas. 




"Téo e o Mini Mundo - O lugar do outro" foi lançado no ano passado, com tirinhas produzidas em 2019 e - a grande maioria - em 2020. Por conta disso, um tema bastante abordado no livro é a pandemia e suas consequências na vida das pessoas, retratando de forma bastante delicada e sensível nossos sentimentos neste período que estamos vivendo. As tirinhas são extremamente reflexivas, sendo um acalento nestes tempos sombrios e difíceis. Além disso, o traço de Caetano Cury é gracioso e belo, o que torna as tirinhas ainda mais bonitas. 


Téo: Quando é que isso vai acabar?

Eulália: Não sei. Mas está passando. 

Téo: Desde quando?

Eulália: Desde que começou. 


Recomendo a leitura: rápida, sensível e que vale super a pena! Se você quiser comprar o quadrinho, é só clicar nesse link: https://www.lojinhadoteo.com.br/livro-teo-o-mini-mundo-vol-2-o-lugar-do-outro/prod-8347934/.  É isso, galera! Até a próxima! 😘❤




quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Resenha: "Perseguição"

janeiro 06, 2021 0 Comments
PERSEGUIÇÃO
Autora:
 Tânia Alexndre Martinelli
Editora: Saraiva
Número de páginas: 104
Nota: 3,5/5 ⭐

No início de dezembro do ano passado (engraçado dizer isso, já que ainda é 06 de janeiro hehehe) li um dos paradidáticos da escola, "Perseguição", de Tânia Alexandre Martinelli. Infelizmente, por conta da pandemia e da correria das aulas online, ele não pôde ser lido na escola, então decidi lê-lo por conta própria. Uma ótima e leve leitura! 


"Perseguição" é um livro super curtinho, e dá para ser lido em 1 ou 2 dias. O paradidático aborda o bullying, acompanhando dois adolescentes que sofrem com ele: Leo e Malu, sendo que ambos possuem formas diferentes de lidar com o problema. O livro é narrado em primeira pessoa pela garota e inicia três anos antes de um fato decisivo na história (que não irei contar aqui para não dar spoilers). Após esse fato importante, a história é narrada três anos depois disso. Assim, podemos ver como o bullying era feito e quais foram as suas consequências na vida dos adolescentes Malu e Leo, o que chama a atenção do leitor para esse problema que precisa ser evitado nas escolas. 





O livro retrata o bullying de forma séria, mas com cautela para não tornar a leitura densa. A linguagem é simples e bastante fluida, o que contribui para que seja uma leitura rápida. Um ótimo paradidático, pois desperta no leitor a vontade de acompanhar os fatos da história, e, ao mesmo tempo, conscientiza sobre os males do bullying. Recomendo, especialmente para professores que desejam trabalhar o tema com seus alunos! :)


Me conta aqui nos comentários um paradidático que você leu e que você recomenda! Beijão e até a próxima 😘



sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Retrospectiva literária 2020 :)

janeiro 01, 2021 0 Comments




Oiii, pessoal! Feliz Ano Novo! Que 2021 seja um ano melhor para todos nós :) E pra fechar com chave de ouro o ano de 2020 (que foi ontem, literalmente), resolvi fazer minha retrospectiva literária :)


Eu não costumo fazer metas literárias, prefiro dar o meu máximo a cada ano para evitar frustações. Além disso, o importante é ler: não importa se foram 30 ou 8 livros, se você leu esse ano, você está de parabéns! Meu único objetivo literário de 2020 era ler mais do que 2019. Se eu não conseguisse, tudo bem! O que importa é que ao menos eu tentei :)  


Eu li 2 livros a mais do que no ano passado, e estou bem feliz com isso! 🥰 

Vamos para a lista das minhas leituras de 2020 (em ordem)! Você encontra a resenha de todos os livros por aqui :)


  1. A Escolha - Kiera Cass 
  2. A Cidade do Sol - Khaled Hosseini ❤ (favorito!)
  3. A Herdeira - Kiera Cass
  4. Coração de Vidro - José Mauro de Vasconcelos 
  5. Os 27 crushes de Molly- Becky Albertalli 
  6. Tudo que eu queria te dizer - Martha Medeiros
  7. Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil - Duda Porto de Souza e Aryane Cararo 
  8. Simples Assim - Martha Medeiros
  9. Peanuts: É para isso que servem os amigos - Charles M. Schulz
  10. 99 dias - Katie Cotugno 
  11. Persépolis - Marjane Satrapi 
  12. Peanuts: Felicidade é... - Charles M. Schulz
  13. Conectadas - Clara Alves
  14. Peanuts: Ninguém gosta de mim... - Charles M. Schulz ❤
  15. Ponte para Terabítia - Katherine Paterson
  16. Tina: Respeito - Fefê Toquarto
  17. Uma fada veio me visitar - Thalita Rebouças ❤
  18. Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie ❤
  19. Para Gostar de ler: contos - Vários Autores 
  20. O Palhaço está em greve - Marco Túlio Costa 
  21. Perseguição - Tânia Alexandre Martinelle (resenha pendente)
  22. Téo e o Mini-Mundo: O lugar do outro - Caetano Cury (resenha pendente)

É isso, pessoal! Eu li bem mais quadrinhos esse ano (digo, no ano passado), e eu amei isso! Um gênero que mergulhei de cabeça em 2020 e que eu adoro! Eu percebi também que esse ano eu li gêneros diversos: contos, crônicas, romance, quadrinhos, biografia, infanto-juvenil... espero que minhas leituras sejam ainda mais diversas em 2021!

Feliz Ano Novo pra vocês, galera, e muito obrigada a todos que acompanharam o Sementes Literárias em 2020! Kissess! 🥰😘

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Dica de filme: "Tudo bem no Natal que vem"

dezembro 09, 2020 0 Comments


TUDO BEM NO NATAL QUE VEM
Direção:
 Roberto Santucci
Elenco principal: Leandro Hassum, Elisa Pinheiro, Arianne Botelho, Miguel Rômulo, Danielle Winitis.
Ano: 2020
Classificação indicativa: 12 anos (embora pudesse facilmente ser 10)
Gênero: Comédia dramática
Nota: 4/5 ⭐
Onde assistir: Netflix

Estreou na Netflix o filme brasileiro natalino "Tudo bem no Natal que vem", com Leandro Hassum. Logo que comecei a assistir, percebi a enorme semelhança com Click (2006), estrelado por Adam Sandler.


Jorge (Leandro Hassum) detesta o Natal. Nascido no dia 24 de dezembro, ele nunca teve uma festa de aniversário comemorada decentemente, e afirma que é difícil dividir a atenção com o outro aniversariante: Jesus. Assim, ele não suporta nada que envolve o Natal e para ele é um alívio que a data seja comemorada apenas 1 vez no ano. No entanto, no Natal de 2010, o avô de sua esposa lança-lhe uma maldição, que se concretiza quando Jorge cai do telhado de sua casa: todo dia seria Natal para ele. 


Explico: quando Jorge cai do telhado, em 2010, ele acorda no dia 24 de dezembro de 2011 se lembrando apenas do Natal passado, como se ele não tivesse vivido os outros 364 dias do ano. O "Jorge verdadeiro" é justamente aquele que está presente apenas no Natal, e muitas vezes ele precisa lidar com as consequências dos atos que o Jorge do ano inteiro criou. É justamente com esse enredo que a narrativa me lembra de Click, quando o protagonista interpretado pelo Adam Sandler viu o que sua vida se tornaria se ele continuasse a agir de determinada forma, e também quando ele se via impossibilitado de corrigir as besteiras que fez enquanto estava no "piloto automático" (no caso de Jorge, nos outros 364 dias do ano). 



É uma narrativa interessante, embora um pouco cansativa e repetitiva em alguns momentos. Um ponto muito positivo do longa é justamente o fato dele ser brasileiro: nos identificamos ainda mais com os fatos narrados do que nos filmes estadunidenses, por exemplo, e isso aproxima o espectador da obra. O longa nos faz refletir sobre a forma como agimos, sobre recomeços e claro, sobre o próprio Natal. 


"Tudo bem no Natal que vem" possui risadas garantidas, mas também emociona em alguns momentos (não chorei, mas cheguei a ficar com um nó na garganta rsrsrsr). Recomendo o filme por tudo que falei acima, mas também porque precisamos valorizar o que é da nossa terra ;)




terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Resenha: "O livro dos ressignificados"

dezembro 01, 2020 2 Comments
O LIVRO DOS RESSIGIGNIFICADOS
Autor:
 João Doederlein
Editora: Paralela/Companhia das letras
Número de páginas: 216
Nota: 5/5 ⭐


Oi, pessoal! Hoje trago uma resenha escrita por minha melhor amiga: Maiara Morais. Ela leu "O Livro dos Ressignificados", do @akapoeta, e gostou bastante! Então, decidi chamá-la para escrever a resenha aqui pro blog. Espero que gostem! <3 

Ah, em breve ela trará mais resenhas aqui pro Sementes Literárias também. Fiquemos no aguardo. :)

A resenha

O poeta João Doederlein escreve desde os seus onze anos de idade. Desde então, veio conquistando uma legião de fãs e admiradores de suas poesias nas redes sociais, usando o pseudônimo @akapoeta.




Este foi o seu primeiro livro a ser publicado. Vendeu mais de quarenta mil cópias, chegando a ser um dos livros mais vendidos de 2018. Além de ser tornar um best-seller para a carreira do autor.


O livro dos ressignificados traz uma coleção imensa de poesias contemporâneas, com o objetivo de dar novos significados às palavras, sentimentos e lembranças vividas pelo autor. 


Apesar de ser um livro leve, é bastante reflexivo e profundo. Cada palavra é escrita com muita expressividade, porque elas ganham vida, uma história, o que torna este livro tão singular. 



Nele, estão presentes ilustrações para algumas palavras e seus significados. O livro é dividido em seis partes: o jardim, o zodíaco, o coração, a mente ,a cidade e a história de nós dois. Cada parte é iniciada por alguma poesia ou algum texto, apresentando o assunto abordado.

Uma leitura inspiradora, causando no leitor uma sensação de conforto e até um pouco de romance. 


A beleza desse livro se ocasiona a partir das emoções contidas nas definições, pois haverá sempre um novo conceito por trás da formalidade do dicionário. Irei deixar alguns trechos do livro, que mais me sensibilizaram:

“O mar beija a praia o tanto de vezes que eu queria poder beijar você.’’

“Perdão é doar compreensão para quem se perdeu.’’

“São as duas aspas que fazem do seu sorriso poesia.”

“Transbordar é ser piscina em dia de chuva.”


 A mensagem deste livro é transmitir uma nova perspectiva sobre os detalhes do dia a dia ou os sentimentos do eu lírico. Mostra que existe muita pluralidade na simplicidade, naquilo que nós não imaginamos que tenha.

                                                                                                    - Maiara Morais 




domingo, 29 de novembro de 2020

Resenha: "O palhaço está em greve"

novembro 29, 2020 0 Comments


O PALHAÇO ESTÁ EM GREVE
Autor:
 Marco Túlio Costa
Editora: Galera Junior (Record)
Número de páginas: 98 
Nota: 4/5 ⭐


Entrei no site do LeLivros (usado para baixar livros gratuitamente), e cliquei na seção de infanto-juvenis (meu gênero literário favorito!), procurando por um livro rápido e aparentemente bom. Encontrei um com o título "O palhaço está em greve", que automaticamente chamou a minha atenção. Cliquei e li a sinopse. Gostei: política para crianças! Baixei, mandei pro Kindle, e li. De leitura fácil e rápida, concluí o livro em menos de 24 horas (os famosos "livros para se ler em uma sentada")


"O palhaço está em greve" é uma metáfora, do início ao fim. Em apenas 98 páginas, somos teletransportados para a realidade do palhaço Risolito, interpretado por José Hilário. A leitura começa com o personagem acorrentado às grades do Fórum da Justiça, e a imprensa fazendo cobertura do caso, com seu sensacionalismo típico. Questionado sobre o motivo de estar fazendo greve, o palhaço começa a contar sua história, e o livro assume a narrativa de primeira pessoa por alguns capítulos. De forma lúdica e simples, o livro mostra para o pequeno leitor a importância de nos unirmos e protestarmos em favor dos nossos direitos. 


Não são as vitórias que nos tornam dignos, mas as causas por que lutamos. 

 

No Circo Nacional (metáfora para o próprio mundo), os trabalhadores recebiam salários baixos e desiguais, com inúmeros impostos e taxas injustas. Falava-se em um leão que estava sempre faminto e precisava de carne de primeira e luxos, como justificativa para tais impostos e salários indignos. Logo podemos perceber que o leão representa o dono do circo, como o autor da obra mostra no decorrer da leitura. A forma como Marco Túlio Costa resolveu retratar o tema é bastante interessante, e chama atenção pela simplicidade com que ele conseguiu fazer isso.


Não pode ser um sistema desigual. O espetáculo é uma obra coletiva. Distribuímos gargalhadas de todos os tipos, todos saem encantados. Mas a renda da bilheteria não é repartida de forma justa. 


José Hilário, percebendo tais condições deploráveis, resolve conversar com seus colegas e com o próprio dono do circo. Vendo que não é o único a ser tratado de forma injusta e que de nada adiantou uma conversa com Lucrécio Goldwin, dono do circo, resolveu se mobilizar. O palhaço representa diversos trabalhadores ao redor do mundo, lutando contra a exploração que o sistema capitalista impõe e por seus direitos como cidadãos. 


Como é que alguém pode evoluir na vida acorrentado ao conformismo?


"O palhaço está em greve" é leve, divertido e essencial! Recomendaria para crianças de 9 ou 10 anos, mas também para os adolescentes (como eu) e adultos que buscam uma leitura de fácil entendimento, porém capaz de fazer com que a gente saia um pouco de nossa própria bolha. O livro é uma metáfora construída para crianças, mas que funciona muito bem com adultos. 




domingo, 22 de novembro de 2020

Precisamos falar sobre... a luta antirracista

novembro 22, 2020 4 Comments
Créditos: ?

Em junho desse ano presenciamos muitos protestos antirracistas em decorrência da morte de George Floyd nos Estados Unidos, e a ascensão do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português). Pessoas do mundo todo foram às ruas, se posicionaram em suas redes sociais, e um amplo debate foi instaurado, que permanece mesmo após 5 meses do ocorrido. 


20 de novembro é o dia da consciência negra no Brasil, e, em sua véspera, o país presencia um caso de violência policial, onde João Aberto, um homem negro de 40 anos, foi morto espancado por seguranças do supermercado Carrefour. O local vem sendo alvo de críticas (merecidas, diga-se de passagem), e palcos de protestos ao redor do Brasil inteiro. É curioso? 


Não sou negra. Nunca me pararam em alguma loja por "agir de forma suspeita", nunca me disseram que tal produto era "caro demais para mim", nunca fui negligenciada por conta da cor da minha pele. Nunca sofri racismo. Dizer que todas as vidas importam (o que é algo muito óbvio), no contexto do movimento negro, é desmerecer a luta antirracista, e o equivalente a dizer que todas as casas importam em um incêndio. Não é meu lugar de fala, mas creio que seria errado presenciar um caso absurdo desses e não me posicionar, ainda mais quando possuo um blog de livros. 


É tão curioso e extraordinário como algumas pessoas possuem uma enorme dificuldade (ou seria apenas egoísmo?) de sair da própria bolha e tentar enxergar a realidade do outro! Racismo reverso não existe. Você não sofreu preconceito porque te chamaram de "branquela". Você (e nem eu) nunca terá dificuldade de encontrar um emprego apenas por conta de sua cor de pele. As pessoas não trocarão de calçada ao te avistar indo na direção delas. 


Os exemplos que aqui cito são casos que vi pessoas negras comentando na internet. Não precisa ser negro para reconhecer a existência do racismo estrutural no país. Um absurdo o que ocorreu, e mais absurdo ainda é saber que não é o único (e muito menos o último) caso de violência policial contra pessoas negras no mundo. 


Pessoas brancas, escutem o que as pessoas negras têm a dizer! Suas lutas, seus anseios, seus desejos e sonhos, suas perspectivas, suas realidades... e compartilhem o que vocês ouviram, fortaleçam a luta. Pessoas negras têm vozes, escute-as. Parem de tentar diminuir suas lutas de resistência, e juntem-se a elas! É o que eu estou fazendo aqui, por meio do Sementes Literárias. 


Não é um blog de política, mas desde quando ler não é política? O simples ato de existir é político, e é por isso que escrevo esse texto. Seu silêncio disfarçado de neutralidade também é político. Não se engane. 


"Acima de um passado que está enraizado na dor

Eu me levanto

Eu sou um oceano negro, vasto e irrequieto,

Indo e vindo contra as marés, eu me levanto.

Deixando para trás noites de terror e medo

Eu me levanto"- Maya Angelou, ativista do movimento negro nos Estados Unidos e escritora best-seller