segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Dica de série: "Parenthood"

agosto 02, 2021 0 Comments
PARENTHOOD
Criador:
 Ron Howard 
Elenco principal: Lauren Graham, Mae Whitman, Peter Krause, Erika Christensen, Dax Shepard, Monica Potter, Craig T. Nelson, Bonnie Bedelia, Sam Jaeger, Max Burkholder, Miles Heizer, Joy Bryant, Savannah Paige Rae, Sarah Ramos, Tyree Brown, Xolo Maridueña, Ray Romano.
Temporadas: 06
Ano: 2010-2015
Classificação indicativa: 14 anos
Onde assistir: Amazon Prime Video
Nota: 4,7/5 ⭐


Oi, pessoal! Hoje irei indicar uma série de drama maravilhosa que assisti com meus pais: "Parenthood"! Com 6 temporadas ao total, a série é cativante e emocionante, com personagens e situações reais e comoventes. Todas as temporadas estão disponíveis no Amazon Prime Video =) 


A série fala sobre o cotidiano da família Braverman, formada por Zeek, Camille, seus quatro filhos e seus netos. Os personagens são muito diversos, sendo fácil se identificar com as situações que eles passam (e essa é uma das coisas que tornam a série tão especial!). 


Temos Zeek e Camille, os mais velhos da família, e seus conflitos como um casal que está junto há mais de 40 anos e os desafios na relação dos dois, além de problemas financeiros. Também somos apresentados a Adam, o filho mais velho, casado com Kristina e pai de Max e Haddie. Max é uma criança com Asperger, e, com isso, podemos observar os desafios que ele e sua família enfrentam. Há também Sarah, interpretada por Lauren Graham (simm, Lorelai Gilmore!), que voltou a morar com seus pais. Divorciada de Seth, um músico viciado em álcool, Sarah é mãe dos adolescentes Amber e Drew. Assim, podemos observar como ela lida com a ausência do pai de seus filhos e como eles mesmos lidam com essa questão, e os desafios de se educar dois adolescentes sendo mãe solo. O terceiro filho é Crosby, produtor musical que acabou de descobrir que possui um filho de 5 anos com a dançarina Jasmine, com quem se envolveu por uma noite. A filha caçula da família é Julia, uma advogada bastante dedicada ao trabalho, mãe de Sydney e esposa de Joel, que é carpinteiro e dono de casa. Uma família bemm grande e unida, com momentos lindos, únicos e emocionantes de se ver em tela! :)


Parenthood mescla a comédia com o drama, sendo uma excelente série para assistir com a família! Além disso, ela aborda diversos assuntos importantes, como autismo, adoção, gravidez precoce, entre outros, tudo de maneira leve e delicada. Se você gosta de This is Us, com certeza irá gostar de Parenthood! Super recomendo =) 


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Resenha: "As vantagens de ser invisível"

julho 14, 2021 0 Comments
AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL
Autor:
 Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Número de páginas: 288
Nota: 4/5 ⭐


Olá, pessoal! Hoje trago a resenha de "As vantagens de ser invisível", livro que terminei de ler ontem. Antes de prosseguir com o texto, gostaria de informar que o livro apresenta diversos gatilhos. É uma leitura um pouco densa, com momentos pesados e complicados de se ler, que podem acabar acionando esses gatilhos. Eles estão relacionados a abuso sexual, uso de drogas, suicídio, depressão, violência doméstica e aborto. Dito isso, podemos prosseguir. 


O livro conta a história de Charlie, que escreve cartas sobre sua vida (como se fossem diários) após seu melhor amigo, Michael, cometer suicídio, destinadas a alguém cuja identidade não é revelada. Assim, nessas cartas, vamos conhecendo o cotidiano de Charlie, sua realidade, sua família e seus amigos. 


A história, que se passa no início dos anos 90, é muito sensível e atual. Charlie, o protagonista, é muito tímido e possui alguma espécie de transtorno mental (coisa que fica clara no decorrer da leitura). Acostumado a apenas observar a vida acontecer, ele decide fazer diferente nesse ano, começando a escrever as cartas como uma forma de desabafar sobre seus sentimentos e sua vida. É quando começa a escrever as cartas que Charlie conhece Patrick e Sam, seus novos melhores amigos, e que possuem um papel bastante importante na vida de Charlie, e, consequentemente, na história. A família do protagonista também tem um papel crucial no desenvolvimento dele, obviamente. Caçula da família (tendo um irmão e uma irmã mais velhos), Charlie tem uma boa relação com eles, assim como tinha com a sua falecida tia Helen  (bastante citada na obra e também de muita importância na história). 




"As vantagens de ser invisível" é um um ótimo livro, embora não ache que seja tudo aquilo que as pessoas comentam. Não achei perfeito, como alguns dizem que ele é. Às vezes eu me cansava um pouco da leitura, simplesmente porque em certos momentos a história não me prendia e eu achava meio chato. De qualquer forma, eu prosseguia com a leitura e a história me prendia novamente. Enfim.


Quando concluí a leitura, a sensação que eu tive foi de acalento e esperança. Estamos vivendo tempos sombrios e ninguém está verdadeiramente bem, então a mensagem de "As vantagens de ser invisível" é reconfortante, a de que iremos superar nossas fases difíceis. Assim como Charlie superou. Quando ele escreve sua última carta, é como se ele realmente estivesse falando comigo. Claro, o livro todo é como se fosse isso, mas a última carta foi a que mais me passou essa sensação. Também foi a minha favorita, porque foi a que me passou a sensação de se sentir "infinito", como o protagonista diz em certos momentos da história, e também porque foi a carta que mostrou que as coisas vão ficar bem. Foi como um abraço. 




O livro foi adaptado para os cinemas em 2012, estrelando Logan Lerman como Charlie, Ezra Miller como Patrick e Emma Watson como Sam. Assisti ao filme ontem também, cujo diretor e roteirista foi o próprio Stephen Chboksy, autor dos livros (algo que eu achei bem legal!). O longa é bastante fiel ao livro, embora alguns fatos tenham ficado de fora, obviamente. Além disso, o livro é mais denso do que o filme, provavelmente por ser mais aprofundado. De qualquer forma, é uma boa adaptação, embora tenha gostado bem mais do livro, justamente por trazer mais detalhes da história. 


Enfim, recomendo! =) No entanto, ao começar a leitura, leve em conta os gatilhos apontados no início desta resenha, ok? Eles são bastante presentes. E você? Já leu "As vantagens de ser invisível"? Me conte nos comentários :)


❁❁ CITAÇÕES FAVORITAS ❁❁

"Terminei de ler O sol é para todos. Agora é meu livro favorito, mas sempre acho que um livro é meu favorito até eu ler outro." - Página 23

"- Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece" - Página 41

"E naquele momento eu podia jurar que éramos infinitos" - Página 59 

"Você faz parte de uma família infinita. As pessoas que passaram por coisas horríveis e sobreviveram a elas. Se você está lendo estas palavras, você VENCEU hoje. Está aqui. Está vivo. Tem opções. Pode  se livrar de uma situação ruim. Seguir em frente. Reagir. Sair. Terminar. Convidar ela (ou ele) para sair. Escrever aquele livro. Compor aquela música. Ouvir a música. Assumir a direção. Aproveitar a oportunidade. E viver. Não importa a estratégia que escolher, você VENCE." - Página 285 

"Assim, só para o caso de esta acabar sendo minha última carta, quero responder a uma pergunta. A pergunta que fiz desde que suas cartas me encontraram. 'O que aconteceu com Charlie?' E posso lhe contar o que aconteceu com Charlie em duas palavras...
Ele conseguiu. 
E você também conseguirá" - Página 286

Há outras citações que eu gostei, mas que acabei não marcando, então não estou conseguindo encontrá-las no livro. Achei uma na internet, mas não a página onde esse trecho está, então não poderei indicá-la aqui:

"Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas."

domingo, 11 de julho de 2021

Dica de filme: "Legalmente loira"

julho 11, 2021 0 Comments
LEGALMENTE LOIRA
Elenco principal:
 Reese Witherspoon, Matthew Davis, Selma Blair, Jennifer Coolidge, Victor Garber, Luke Wilson 
Direção: Robert Luketic
Classificação indicativa: Livre (eu daria 10 anos)
Nota: 4,5/5 ⭐
Onde assistir: Telecine Play * Amazon Prime Video


Olá, pessoal! Hoje irei indicar um filme que assisti recentemente no Telecine Play e que gostei bastante: "Legalmente Loira"! Ele é bem famoso, mas nunca havia assistido, então resolvi dar uma chance (com um pouco de pé atrás, admito). Que bom que fui positivamente surpreendida! 


O longa acompanha a patricinha Elle Woods (Reese Witherspoon), que decide estudar Direito em Havard após ter sido dispensada por seu namorado, Warner (Matthew Davis). Ele terminou com Elle pois não a julgava "séria" o suficiente para ser namorada dele, já que ele estava prestes a cursar Direito em Havard. Ao entrar na mesma Universidade e curso que o ex-namorado, Elle esperava mostrar que ela é uma pessoa "séria" e reatar com o rapaz. 


A partir daí, acompanhamos Elle em Havard, sendo muito gratificante poder acompanhar a evolução da personagem, pois ela passa a fazer aquilo POR ELA, e não para se provar a alguém (no caso, seu ex-namorado idiota). Isso é um ponto extremamente positivo no longa, que completará 20 primaveras esse ano. 


Acredito que "Legalmente Loira" seja um filme à frente de seu tempo, com muitas lições e mensagens importantes. Embora Elle tenha decidido estudar Direito para reconquistar Warner, ela se mostra uma aluna brilhante e extremamente dedicada, realmente gostando do curso. Além disso, durante esse processo, em nenhum momento ela perdeu a sua essência, mudou seu jeito de ser. Dessa forma, a obra mostra que não devemos nos anular para agradar alguém, ou provar algo a essa pessoa. 



Muito julgada por sua aparência e seu jeito "patricinha" de ser, Elle também mostra que ela é muito mais do que sua beleza exterior. Podemos nos vestir da forma que gostamos e quisermos, e isso não determina nosso valor, nossa capacidade, nosso caráter e nossa inteligência, e Elle mostra exatamente isso. Entusiasta da moda e do mundo estético, a protagonista era muito julgada por causa disso, mas seus conhecimentos tiveram um papel primordial em um caso que ela estava defendendo, como estagiária. 


Outro ponto positivo de "Legalmente Loira" é como ele aborda a sororidade entre as meninas e mulheres do longa. Quando Elle entrou em Havard e conheceu a nova namorada de Warner, Vivian (Selma Blair), pairou uma certa rivalidade feminina no ar, o que me incomodou. No entanto, essas questões são descontruídas ao longo do filme! À medida que a história se desenvolve, vemos como a personagem de Selma Blair também evolui e passa a admirar Elle por sua ética e determinação após as duas trabalharem juntas em um caso, coordenadas pelo professor Callahan (Victor Garber). Este professor, aliás, está envolvido em diversas situações machistas abordadas no longa, como quando ele apenas pede para Vivian pegar café para ele e para os outros, ao invés de instigá-la a trabalhar na defesa do caso. Há outras situações (piores do que essa, inclusive), mas não irei comentar aqui para não dar spoilers. Outro ponto que merece destaque é a amizade entre Elle e Paullete (Jennifer Coolidge), marcada pelo respeito e apoio mútuo <3.



Há um romance no filme, mas sabem o que é o mais legal? Ele não é foco. Esse é um filme sobre a jornada de empoderamento de Elle, e claro que seu interesse romântico, Emmett (Luke Wilson), faz parte dela, mas ele não é o centro da vida de nossa protagonista. Além disso, o relacionamento deles é saudável e os dois se apoiam, o que é um contraste em relação ao relacionamento de Elle e Warner.


"Legalmente Loira" foi uma grata surpresa! Não o julguem pelo título (que faz muito mais sentido quando você pesquisa sobre o filme e lê a sinopse hahaha), nem pela frase embaixo do nome da obra no DVD  ("pelos direitos das patricinhas". Sério, que brega. E o filme nem é sobre isso!). O longa-metragem é divertido, leve e traz mensagens muito legais, como foi apontado neste texto. Vale a pena assistir! =D


Cena do filme que traduz bem uma das mensagens que ele passa <3 Créditos: Um filme me disse. Link da publicação da foto: https://www.facebook.com/umfilmemedisse/photos/a.223686927987842/794074347615761/


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Resenha: "Lonely Hearts Club"

junho 21, 2021 0 Comments

 

LONELY HEARTS CLUB
Autora:
 Elisabeth Eulberg
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 240
Nota: 3/5 ⭐


Oi, pessoal! Hoje trago a resenha de um livro que li esse mês e que estava com grandes expectativas para a leitura: "Lonely Hearts Club", da escritora Elisabeth Eulberg e publicado aqui no Brasil pela Intrínseca. Infelizmente, acabei me decepcionando com a leitura, mas já era de se esperar por conta do tamanho de minhas expectativas. É um livro razoável, mas irei falar mais sobre isso no decorrer da resenha. 


A história acompanha a adolescente Panny Lane Bloom, que, após sofrer uma traição e ser bastante magoada, decide não namorar mais nenhum garoto até o fim do ensino médio. Com isso, ela decide criar o "Lonely Hearts Club" (Clube dos Corações Solitários em português), inspirada nos Beatles. O clube é muito importante para ela e para as outras meninas, que estavam cansadas de se anularem dentro de relacionamentos e de serem magoadas por causa de meninos. Assim, elas apoiam umas às outras, mostrando que garotas são muito mais do que relacionamentos românticos com meninos. Dessa forma, o livro fala bastante sobre sororidade e amizade - embora se contradiga em alguns momentos...


Uma característica muito marcante na obra pode ser percebida já na capa e no título: as referências aos Beatles (e esse foi um dos motivos para minhas expectativas para a leitura terem sido tão altas). A capa do livro faz referência à capa do álbum de "Abbey Road", de 1969, e o título faz referência ao álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967. Algo que gostei na edição brasileira é que eles decidiram manter o título original, em inglês, pois a referência à banda fica ainda mais explícita. Outras referências foram acrescentadas ao longo do livro, como as partes que o dividem, que recebem o nome de músicas dos Beatles e combinam com o que vai acontecer naquele momento da história. Além disso, o próprio nome da protagonista (Penny Lane) faz referência a uma música da banda, e suas irmãs se chamam Rita ("Lovely Rita", de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band") e Lucy ("Lucy in the sky with diamonds", do mesmo álbum). Enfim, o livro está recheado de referências e isso é um ponto bastante positivo! 


Primeira parte do livro, com um trechinho da música e sua tradução logo abaixo



Com uma premissa tão maravilhosa (e resenhas tãoo positivas na internet) espera-se que o livro seja igualmente maravilhoso. Mas não é o que acontece. O casal principal da obra é simplesmente entediante, e, como ele recebe uma atenção considerável na história, merecia ter recebido um desenvolvimento melhor. Às vezes eu tinha a impressão que o relacionamento dos envolvidos não era saudável, por conta de alguns acontecimentos. Além disso, o livro é MUITO clichê em determinados momentos, do tipo que me faz querer revirar os olhos. Claro que isso pode ser um ponto positivo para algumas pessoas, mas para mim é negativo pois torna a história cansativa. Outro ponto negativo é o foco de determinadas passagens do livro, que se concentram muito nos garotos. Pelo menos isso melhora no decorrer do livro... Além disso, a obra conta com passagens que contradizem a própria premissa, como essa (não leia caso queira evitar spoilers):


Ela agarrou Ryan pela mão e o arrastou para a pista de dança. Para uma criatura que não passava de um graveto de um metro e meio sem alma, ela certamente tinha a força de cem jogadores de futebol americano. 

A raiva e indignação começaram a fervilhar dentro de mim. Parte de mim queria interromper os dois. Só pra irritar Missy. 

Mas eu não jogava mais esse joguinho. Eu estava com minhas garotas.

Ainda que o fato de Missy ter vencido esse round me tirasse do sério. 


(SPOILER 🚨)  No trecho acima, Penny Lane diz que não iria mais disputar por um garoto ("mas eu não jogava mais esse joguinho"), e, logo em seguida, diz que a outra garota havia "vencido o round", o que contradiz o que ela havia afirmado. Na passagem, notamos um pouco de rivalidade feminina por parte da própria Penny Lane, e isso contradiz a premissa do livro. A própria personagem da Missy é extremamente caricata e clichê: a menina que deseja ser popular, que faz de tudo para chamar a atenção dos garotos, que enxergar as outras garotas como "rivais"...


As melhores amigas de Penny Lane, Tracy e Diane, merecem um destaque especial na resenha, pois apresentaram um desenvolvimento muito bom, sendo maravilhoso poder acompanhar o crescimento delas na história. Elas passaram a ser mais independentes e empoderadas, o que mostra a efetividade do clube de servir como rede de apoio. A amizade e a sua importância foram pontos bem retratados na obra, o que é ótimo! Penny Lane também é uma personagem empoderada, mas devo dizer que suas amigas me cativaram mais (especialmente Diane). Em alguns momentos, a protagonista é um tanto contraditória (como no trecho que escrevi acima do parágrafo anterior), implicante e chata (SPOILER 🚨 Como quando ela e Tracy estavam indo a uma festa, e Ryan, seu "crush", havia sido convidado por Tracy. Assim, quando sua melhor amiga estava se arrumando, Penny Lane sugeriu, em pensamento, que "era óbvio que [ela] usando todas as armas para conquistar Ryan", como se ela não pudesse se arrumar para si mesma, por puro ciúmes!). 


Se você quiser algo bemmm bobinho, para espairecer a cabeça, e caso você tenha paciência para determinados clichês - alguns deles explicitados aqui na parte dos spoilers - eu recomendo o livro. No entanto, de uma maneira geral, não recomendo, pois, apesar de seus pontos positivos e alguns acertos, ele é bastante contraditório e dispensável. 



❁ CITAÇÕES FAVORITAS ❁


" [...] Para ser sincera, estou cansada de tudo. Os joguinhos... os garotos... tudo. Duvido que haja aqui alguma menina que nunca tenha ficado obcecada imaginando se aquele garoto, iria ligar, ou se teria companhia para ir a uma festa. E por causada pressão para fazer isso e aquilo com um garoto, acabamos nos conformando com alguém que não vale a pena. E quando realmente encontramos um carinha que pensamos ser especial, esquecemos as amigas. [...] Ou então mudamos alguma coisa em nós mesmas para agradar a um garoto, em vez de fazer o que nos deixa feliz ou o que sabemos que é certo. Por que fazemos isso? Por que nos damos o trabalho?" - Página 114

"Precisamos nos apoiar para lembrarmos como somos especiais." - Página 114

sábado, 19 de junho de 2021

Resenhas: "Peanuts: Você não entende o sentido da vida" e "Peanuts: Ninguém mais tem o espírito aventureiro"

junho 19, 2021 0 Comments
PEANUTS FILOSOFIA DE VIDA E AVENTURA
Autor:
 Charles M. Schulz
Número de páginas: 144
Editora: L&PM
Notas: Peanuts Filosofia de Vida: 4,3/5 ⭐
Peanuts Aventura: 4/5 ⭐


Oi, pessoal! Hoje trago as resenhas de dois livros de "Peanuts", que completam uma das minhas coleções das tirinhas! A coleção, da editora L&PM, conta com 5 livrinhos ao todo, todos resenhados aqui. Confira: Resenhas: "Peanuts: Ninguém gosta de mim..." e "Peanuts: felicidade é..." e Resenha: "Peanuts: é para isso que servem os amigos"


"Peanuts: Você não entende o sentido da vida" contém tirinhas sobre filosofia de vida, como a própria capa indica. São histórias divertidas, que levam o leitor a refletir sobre o cotidiano. Como sempre, "Peanuts" se mostrou uma graça, inteligente e único! O mesmo ocorre com "Peanuts: ninguém mais tem o espírito aventureiro". Aqui, as tirinhas abordam a aventura, principalmente por meio da imaginação do querido Snoopy. Recomendo muito!



São livros super rápidos de serem lidos, contendo apenas 144 páginas (assim como os outros da coleção).  Além disso, a coleção é ótima para presentear, tanto pela qualidade das tirinhas como pelo preço de cada livro, que custa em torno de 14 reais (uns mais baratos e outros mais caros, mas em torno disso). Super recomendo! =) 


❁❁❁❁  FOTO DA COLEÇÃO COMPLETA   ❁❁❁❁


Minha coleção de tirinhas de Peanuts, agora completa! <3 Na foto, coloquei os livros na ordem de preferência (mas gosto de todos!). 
1 - Peanuts: Amor
2 - Peanuts: Felicidade
3- Peanuts: Filosofia de Vida
4 - Peanuts: Aventura
5 - Peanuts: Amizade

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Resenha: "Moxie: Quando as garotas vão à luta"

junho 10, 2021 0 Comments
MOXIE: QUANDO AS GAROTAS VÃO À LUTA
Autora:
 Jennifer Mathieu
Editora: Verus Editora
Número de páginas: 288
Nota: 5/5 ⭐


Olá, pessoal! Hoje trago a resenha de "Moxie: Quando as garotas vão à luta", minha última leitura do mês de abril. Li o livro por influência do filme ("Dica de filme: Moxie - quando as garotas vão à luta"), que assisti no mês de março, e gostaria de dizer o óbvio: o livro é mil vezes melhor!! Mas irei falar mais sobre isso no decorrer da resenha. 


A história gira em torno de Vivian Carter, uma adolescente que está cansada do machismo fortemente presente no Colégio East Rockport, no interior do Texas. Decidida a conscientizar as outras meninas sobre os absurdos que ocorrem no colégio e despertar o desejo de lutar contra as opressões, Vivian cria e distribui os zines (espécies de revistinhas) da "Moxie" de forma anônima, inspirada no movimento das Riot Grrrls, do qual sua mãe fez parte. Com o passar do tempo, mais e mais garotas se juntam à Moxie, o que faz com que o movimento cresça no colégio, causando um verdadeiro rebuliço. Apesar disso, as garotas não desistiram e lutaram para que suas vozes fossem ouvidas. 


Era isso que o movimento Riot Grrrl tentava fazer. Elas [as meninas do movimento] tentavam criar caminhos para que as garotas se encontrassem. Garotas que se preocupavam com as mesmas questões e viviam as mesmas lutas e gostavam das mesmas coisas. Mas, como a internet não existia, elas faziam zines, bandas, folhetos em letra de música, shows e fita cassete que vendiam por cinco dólares. 


Foi uma leitura excelente e gratificante! O machismo presente nas atitudes dos garotos e homens do colégio me causaram muita raiva, e é muito triste que isso ainda aconteça em pleno século XXI. Assim, a obra veio para conscientizar a gente, adolescente, sobre o feminismo e algumas de suas pautas, fazendo isso com maestria! Com uma linguagem simples e fácil de ser compreendida, "Moxie" é um livro que todas (e todos) deveriam ler, não importa qual seja a idade de quem faz a leitura. Um ótimo livro para realizar uma introdução ao feminismo, contextualizando pautas importantes e mostrando que nossa luta é diária. 


Além de apresentar o movimento feminista de forma didática e lúdica, "Moxie" também possui outros pontos positivos bem legais. A relação de Vivian com suas amigas é algo que merece ser destacado, pois podemos ver a presença de sororidade entre elas e também entrar em contato com as vivências de outras personagens. É interessante ver como as garotas lidam de formas diferentes com o feminismo e como elas vão, aos poucos e à medida que se conscientizam, abraçando a causa. Um exemplo disso é Claudia, melhor amiga de Vivian, que inicialmente se mostrava relutante com relação ao movimento, mas que depois acabou se identificando como feminista ao entender melhor sobre o que o feminismo trata. Também temos Lucy, que acabou de se mudar de colégio, onde vivia uma realidade completamente diferente, já que sua antiga escola não era conservadora como East Rockport. 


- Sabe - digo - acho massa ela [Lucy] dizer que é feminista. 

Claudia não responde na hora. Por um segundo acho que já dormiu. 

- É, pode ser - ela responde, e percebo que está escolhendo as palavras com muito cuidado.

- Você quer dizer que não tem certeza se acha massa? - pergunto, também escolhendo as palavras com muito cuidado.

- Quero dizer que acho que não precisa de rótulo. A palavra "feminista" é estranha e assustadora para as pessoas. Acabam pensando que você odeia os homens. Prefiro dizer que sou, sabe, a favor da igualdade. 

- E o feminismo não é exatamente isso? Igualdade? Não acho que signifique que você não pode querer sair com os caras. [...]

     

Outro ponto positivo do livro é a forma como ele mostrou como os homens muitas vezes não compreendem as nossas lutas e não saem de suas bolhas e como é difícil para eles fazerem isso, justamente por não sofrerem com as opressões do machismo. Essa visão foi apresentada por meio do personagem Seth, namorado de Vivian. Ele apoia o feminismo, mas não entende determinadas pautas, reproduzindo falas machistas como "nem todo homem...". É interessante como a obra aborda isso, promovendo o debate e não o cancelamento.



LIVRO X FILME


Agora, fazendo algumas comparações com o filme... Irei deixar de fora comentários irrelevantes, como o fato de Vivian ser loira no filme e ter cabelo preto no livro. 


O desenvolvimento das personagens, no livro, se deu de maneira bastante natural e fluida, o que não ocorreu no filme. No longa-metragem, as personagens tiveram um desenvolvimento bem superficial, e isso foi algo que me incomodou antes mesmo de ler o livro para poder fazer comparações. Além disso, a forma como o feminismo foi abordado no livro também foi melhor desenvolvida. O relacionamento entre Seth e Vivian no filme é um tanto sem graça, porque, novamente, não é algo que possui um bom desenvolvimento. No livro, nós realmente torcemos pelo relacionamento dos dois, que é verdadeiramente fofo. O "Seth do filme" foi apresentado como o "rapaz perfeito", o que o torna sem graça, diferentemente do "Seth do livro", que apresenta qualidades e defeitos, assim como qualquer ser humano. Em outras palavras: seu personagem ganhou uma profundidade melhor e mais adequada. 

Sei que os filme são menos detalhados em comparação às obras originais, mas isso não significa que eles não possam adaptá-las melhor ou de forma mais coerente. O longa-metragem não mudou muita coisa com relação ao livro, mas excluiu fatos interessantes e relevantes ao desenvolvimento da história, o que acabou comprometendo a qualidade final. Então, é uma obra relativamente fiel, mas com um desenvolvimento ruim. Uma adaptação bastante mediana. 

Definitivamente, o livro merecia uma adaptação melhor! 


❁❁❁❁❁❁


Moxie é um livro maravilhoso, que todas as pessoas deveriam ler. Recomendo muito! <3 E lembre-se: Garotas Moxie dão o troco!



MAIS CITAÇÕES FAVORITAS ❁

"- Eu sei que nem todos os caras são babacas - digo. - Eu entendo. Mas a questão é que fica difícil lembrar disso quando tem tantos babacas por perto, sabe?" - Página 161

"[...] Na vida você tem que lidar com o que acontece. Tem que encarar o que vier. [...]" - Página 206

"Não humanista, igualitarista ou sei lá o quê. Feminista. Não é uma palavra feia. A partir de hoje essa talvez seja minha palavra preferida. Porque na verdade é só isso, meninas que apoiam umas às outras e querem ser tratadas como seres humanos num mundo que sempre encontra um jeito de dizer não." - Página 235

" - Às vezes acho que até os melhores caras têm dificuldade de entender - Lucy diz, com voz triste e baixa. - E acho que o Seth é um cara incrível. Mas, se ele não viveu essas coisas, acho que ele não tem como saber." - Página 252



sexta-feira, 23 de abril de 2021

Dica de série: Grace and Frankie

abril 23, 2021 2 Comments

GRACE AND FRANKIE
Criadores:
 Marta Kauffman e Howard J. Morris
Elenco principal: Jane Fonda, Lily Tomlin, Martin Sheen, Sam Waterson, June Diane Raphael, Brooklyn Decker, Ethan Embry e Baron Vaughn
Temporadas: 6, renovada para a 7° e última
Ano: 2015-presente
Classificação indicativa: 16 anos
Onde assistir: Netflix
Nota: 4,7/5⭐


Olá, pessoal! Hoje irei indicar uma série super legal: Grace and Frankie, criada por Marta Kauffman (criadora de Friends) e  Howard J. Morris (co-produtor de Eu, a patroa e as crianças). A série já estava na minha lista há muitoo tempo, mas não assisti antes por não considerá-la adequada à minha idade na época (tinha 12 anos). Impulsionada pelo Método Kominsky, que também aborda a velhice, dei o play em Grace and Frankie. E que boa surpresa!

O seriado conta com Jane Fonda (Grace) e Lily Tomlin (Frankie) como protagonistas, que entregam uma atuação maravilhosa em seus papéis! Disponível na Netflix, "Grace and Frankie" caminha para a reta final, e sua sétima (e última) temporada deverá estrear em breve na plataforma, mas ainda não há previsão de estreia. 


A série inicia em um restaurante, quando Grace e Frankie recebem a notícia de que seus maridos são gays, estão apaixonados um pelo outro há 20 anos e planejam se casar. Elas já se conheciam, mas não gostavam muito uma da outra. No entanto, com esse fato, elas se unem e passam a morar juntas em uma casa de praia (que já era propriedade de ambas, por conta da grande convivência entre a família das duas e dos maridos, que eram "amigos" em um escritório de advocacia). Assim, uma linda amizade se desenvolve entre as protagonistas, que se apoiam em diversos momentos e incentivam uma à outra a serem pessoas melhores. É notável como essa amizade enriquece as duas, e é gratificante vê-las em tela! Além de precisarem lidar com a notícia dada por seus maridos, elas ainda lidam com a velhice e as dificuldades que ela traz. 

É ótimo que a série traga essa temática, pois a terceira idade não é muito abordada na mídia, e dar visibilidade à velhice é muito importante, já que as pessoas idosas costumam ser invisibilizadas em nossa sociedade. Além disso, "Grace and Frankie" também aborda a sexualidade feminina de forma bastante natural. O fato dessa temática ser apresentada por meio de personagens idosas torna-a ainda mais interessante, pois o preconceito com relação à sexualidade na terceira idade é ainda maior.





Outro ponto alto da série é a relação entre os ex-maridos gays das protagonistas, Robert e Sol. É interessante ver como o relacionamento dos dois se desenvolve, principalmente estando na terceira idade, onde nossa visão de mundo já está bem definida e é mais difícil se desconstruir. Também é interessante a relação entre os dois e Grace e Frankie, pois, mesmo depois do erro terrível que cometeram com elas, eles mantém uma boa e saudável relação, mantendo (no caso de Frankie e Sol) e retornando (no caso de Grace e Robert) a amizade que possuem uns com os outros. 


Mias um fator que merece destaque na série é a sua trilha sonora PERFEITA! Descobri muita música boa graças a ela! Uma dica: enquanto assiste ao seriado, deixe seu celular perto de você, pois o Shazam (aplicativo que identifica a música que está tocando no ambiente) pode ser bem útil hahaha 


Grace and Frankie é uma série leve, agradável, engraçada e melancólica na medida certa. As situações apresentadas pelo seriado permitem que façamos uma reflexão acerca da nossa própria realidade, o que o torna ainda mais especial! Recomendo muito! ☺ <3


TRAILER DA PRIMEIRA TEMPORADA 



TRILHA SONORA 1°-5° TEMPORADAS