segunda-feira, 29 de agosto de 2022
domingo, 7 de agosto de 2022
Resenha: "O Último Olimpiano"
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| O ÚLTIMO OLIMPIANO Autor: Rick Riordan Editora: Intrínseca Número de páginas: 384 Nota: 5/5 ⭐ |
Oi, pessoal! Hoje trago a resenha de "O Último Olimpiano", quinto e último livro da série Percy Jackson e os Olimpianos (PJO). Mas se liga: depois deste, ainda há mais 5 livros, mas da série que sucede PJO, "Os Heróis do Olimpo". Isso fica claro no final da leitura, que encerra o ciclo da primeira série de Percy Jackson, mas deixa um gancho para série que a sucede. Agora, voltando a falar sobre "O Último Olimpiano"... Que leitura maravilhosa! Sem sombra de dúvidas, se tornou o meu livro favorito de PJO! Gostaria de agradecer à minha tia, que me deu literalmente todos os livros da série (valeu, dinda!) e também de dizer que essa resenha conterá spoilers dos livros anteriores, então toma cuidado.
"O Último Olimpiano" narra, desde o começo, a grande batalha travada contra Cronos e seu exército, esperada desde o primeiro livro. Isso não torna a obra repetitiva em nenhum momento - muito pelo contrário! Cada reviravolta é emocionante, cada revelação é construtiva e surpreendente. Aqui, Percy está prestes a completar 16 anos e, junto dos deuses e outros meio-sangues, precisa se preparar para a concretização da Grande Profecia, tão citada na série. É muito interessante ver o desdobramento da profecia e os acontecimentos que a permeiam, assim como a enorme guerra que a acompanha. É, na minha humilde opinião, o livro mais emocionante e eletrizante da série! Em vários momentos me senti ansiosa pelo rumo que as coisas estavam tomando e pelo rumo que elas poderiam tomar, mas de uma forma positiva! Porque a história consegue te conectar a esse ponto, ao ponto que faz com que você realmente se importe com as personagens, com o enredo, com o desenrolar dos eventos.
Um meio-sangue, dos deuses antigos filho,
chegará aos dezesseis apesar dos empecilhos.
Num sono sem fim o mundo estará,
e a alma do herói, a lâmina maldita ceifará.
Uma escolha seus dias vai encerrar,
o Olimpo preservar ou arrasar.
Algo muito legal no livro, e que creio ser um dos maiores destaques dele, se refere a Luke Castellan. Luke é o antagonista de Percy Jackson, o amigo que o traiu lá no primeiro livro, que quase o matou tantas vezes e que foi uma peça-chave para que o plano de Cronos ganhasse proporções enormes e ameaçadoras (não potencialmente, mas realmente ameaçadoras). Inclusive, no livro anterior, Cronos se apossa do corpo de Luke para que possa prosseguir com seu plano, o que é bastante bizarro. Então, me parece justo que o "O Último Olimpiano" ofereça uma perspectiva maior sobre sua a sua história e motivações. Nos livros que o antecedem, temos uma noção mínima sobre essas questões, mas aqui elas são mais aprofundadas, o que é maravilhoso para a construção do arco da personagem. E que arco! Luke foi uma personagem detestável na maior parte do tempo, mas, com todas as revelações, senti muita pena dele. Todas as escolhas erradas que fez ao longo da vida, todos os acontecimentos negativos, amarguras... nossa, só de me lembrar, a sensação de aperto no peito floresce em mim de novo. Queria que as coisas tivessem sido diferentes pra ele, porque você passa a entendê-lo como um personagem sofrido. Não digo que passei a amá-lo, porque não passei. Mas passei a compreendê-lo, apesar de discordar de suas atitudes, na grande maioria das vezes equivocadas e abomináveis. E claro, ele poderia ter agido diferente. Mas é possível compreender, entende? Uma personagem movida pelo rancor. Então, como disse, o sentimento que fica e se destaca é o de pena. Porque tudo poderia ter sido diferente, mas não foi. Foi um ponto no livro que me marcou bastante, e gostei muito da forma como Rick Riordan o fez, revelando o passado do Luke e dando a ele um arco digno, embora claramente melancólico.
Outro ponto que gostaria de destacar aqui se refere ao desenvolvimento da história de Nico di Angelo, que ganha novas formas. À medida que Nico vai se conhecendo, vamos descobrindo mais sobre ele, o que é bastante curioso. Crescemos junto de Nico. É bom e dá uma sensação de familiaridade agradável, que tornam o personagem mais instigante. Aqui, ele ajuda Percy Jackson e os outros semideuses, tendo um papel fundamental, além de trilhar mais seu próprio caminho. Saber um pouco mais sobre o seu passado ajuda a entendê-lo, e ajuda a compreender outros eventos importantíssimos que estão interligados à sua história e que acabam afetando a vida de outras personagens, não apenas a de Nico e de quem o cerca. E, assim, bato na mesma tecla que bati nas outras resenhas: a maneira como Rick Riordan entrelaça tudo na história. É fantástico! É perceptível como a história é bem construída, bem pensada, não apenas por conta dos fatos interligados, mas também pela maneira como a mitologia é adaptada. Mas voltando a Nico di Angelo... Como disse na resenha de "A Batalha do Labirinto", ele tem um potencial notório, e espero ver mais dele na próxima série! Nico está conquistando seu espaço aos poucos, e é realmente interessante ver isso acontecendo.
Podemos ver como os personagens evoluíram bastante, e, além de Nico, creio que o maior destaque no que se refere à evolução seja Grover. Desde que encontrou o deus Pã, Grover está mais poderoso, mais sábio, mais destemido. Não é mais o sátiro super atrapalhado do primeiro livro. Percy, por sua vez, segue corajoso, cativante, teimoso, encantador. Uma Cabeça de Alga absurdamente adorável. Adoro seus comentários sarcásticos sempre presentes, de humor sagaz. Annabeth continua esperta e extremamente leal aos seus amigos. Mesmo que em alguns momentos ainda paire a rivalidade entre ela e Rachel, o que me incomodou no quarto livro, ela é menos presente por aqui - embora, ainda, desnecessária. Rachel também continua admirável, e recebe um papel muito importante neste livro (assim como no anterior, mas de uma forma diferente. Não me estenderei para evitar spoilers). A relação entre Annabeth e Percy também recebe novos contornos, e é interessante ver como ela se desenvolve, especialmente depois do primeiro beijo que ocorreu em "A Batalha do Labirinto".
Além disso, uma adição ao núcleo dos deuses que me agradou muito foi a de Héstia, deusa do lar e do fogo. Ela tem um papel muito importante para as reviravoltas e para o desenrolar dos fatos, e gostei de todas as suas aparições. A deusa é acolhedora, assim como o lar e o fogo, e Rick Riordan soube passar bem essa sensação toda vez que ela aparecia.
"O Último Olimpiano" é cativante, comovente, recheado de ação e, claro, de muita mitologia grega. Um encerramento ótimo e emocionante, digno do caminho que começou a ser construído lá em "O Ladrão de Raios". Inclusive, chorei em alguns momentos, porque a história encanta e comove assim. Altamente recomendado! ❤
- Percy Jackson - disse Hermes -, talvez você possa mesmo ensinar uma ou duas coisinhas
🌸 CITAÇÕES FAVORITAS 🌸
sábado, 6 de agosto de 2022
Resenha: "A Batalha do labirinto"
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| A BATALHA DO LABIRINTO Autor: Rick Riordan Editora: Intrínseca Número de páginas: 392 Nota: 4,7/5 ⭐ |
Oii, pessoal! Hoje trago a resenha do quarto e penúltimo livro da série Percy Jackson e os Olimpianos: "A Batalha do Labirinto"! Já terminei a leitura do quinto livro e a resenha deve sair em breve :) Vale deixar registrado que, por se tratar do quarto livro, a resenha certamente conterá spoilers dos livros anteriores.
O Acampamento Meio-Sangue está prestes a ser invadido pelas tropas do Titã Cronos, pois existe um acesso para o acampamento por meio do Labirinto de Dédalo, antigo e grandioso arquiteto, filho de Atena. No entanto, é muito difícil transitar no Labirinto, uma vez que ele está em constante expansão e seus caminhos mudam constantemente, sendo criado para confundir todos que caminham nele. Por conta disso, o exército de Cronos, liderado por Luke, está buscando uma forma de transitar pelo Labirinto certeiramente e, enfim, chegar ao Acampamento e atacá-lo. Para evitar que isso aconteça, Annabeth recebe a missão de adentrar o Labirinto a fim de encontrar Dédalo e convencê-lo a não ajudar Cronos & Companhia. Consigo, ela leva Percy, Grover e Tyson, e, um pouco depois, Rachel Elisabeth Dare junta-se ao grupo. Rachel apareceu no livro anterior, e, assim como a mãe de Percy, é uma mortal que consegue ver através da Névoa (mecanismo que altera a percepção de realidade dos mortais).
Além disso, Grover permanece determinado em seu próprio grande objetivo: encontrar o deus Pã, perdido há muitos anos. Na história, há também Nico di Angelo, que fugiu do acampamento no livro anterior e não consegue aceitar a morte da irmã, buscando trazê-la de volta à vida com a ajuda de um fantasma. Ele não apareceu muito em "A Maldição do Titã", mas ganha mais espaço por aqui, o que me agradou! Nico é uma personagem interessante e que tem, nitidamente, bastante potencial. Ele está sendo aprofundado aos poucos, à medida que conhece mais sobre si mesmo, e creio que isso o torna ainda mais instigante. Thalia, por sua vez, deu uma bela sumida, mas isso já era te se esperar, tendo em vista que agora ela é uma Caçadora.
Assim como as obras anteriores, podemos aprender um pouco sobre mitologia grega de forma bastante divertida, em uma história emocionante e cheia de aventuras. Em vários momentos me vi angustiada junto às personagens, pois o Labirinto é capaz de enlouquecer qualquer um! Além de acompanhar o problema principal a ser resolvido (o rolê do Labirinto e Cronos), é gratificante ver a jornada de Grover ganhando novas formas, e também a de Nico.
Só teve algo que me deixou incomodada na história: a implicância de Annabeth com Rachel, obviamente por conta de Percy Jackson. Rachel é uma garota bastante inteligente e se mostra uma pessoa muito leal, assim como Annabeth também é. Essa rivalidade que pairava no ar toda vez que estavam juntas é incômoda, e, como li em outra resenha, datada. De qualquer forma, a história continua sendo muito boa, apesar deste ~detalhezinho~.
"A Batalha do Labirinto" é uma obra leve, divertida e bastante eletrizante. Recomendo!! E, tendo lido o último livro da série, digo: ele se tornou o meu favorito! Estou ansiosa para escrever a resenha dele. Bom, é isso galera. Até a a próxima :)
CITAÇÕES FAVORITAS 🌸
terça-feira, 26 de julho de 2022
Resenha: "A Maldição do Titã"
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| A MALDIÇÃO DO TITÃ Autor: Rick Riordan Editora: Intrínseca Número de páginas: 336 Nota: 4,6/5 ⭐ |
Oi, pessoal" Hoje trago a resenha de "A Maldição do Titã", terceiro livro da saga Percy Jackson e os Olimpianos. Já aviso que esta resenha contém spoilers dos livros anteriores, uma vez que se trata de uma sequência. Siga por sua conta e risco 👀
O livro anterior, "O Mar de Monstros", terminou com a notícia do retorno de Thalia, porque o poder do Velocino de Ouro no pinheiro (antes envenenado por Luke) foi tão forte que fez com que ela retornasse. Assim, neste livro, podemos conhecer um pouco mais dessa personagem tão citada anteriormente, observando a dinâmica entra ela e as outras personagens e como todos os anos em que seu espírito passou na forma de pinheiro a afetaram.
"A Maldição do Titã" inicia com Thalia, Percy e Annabeth indo visitar um colégio a pedido de Grover, porque ele havia encontrado dois meios-sangues por lá: Bianca e Nico di Angelo. Ambos, no entanto, correm perigo, porque o vice-diretor do colégio é um monstro disfarçado e está sempre à espreita dos dois. Depois de uma luta com o monstro, Annabeth acaba sendo levada por ele e ambos desaparecem, deixando o protagonista bastante angustiado. É durante essa luta, inclusive, que conhecemos as Caçadoras e Ártemis (deusa da caça e da lua), que ajudaram Percy e seus amigos a lutarem contra o monstro e que têm papéis primordiais no enredo. As Caçadoras auxiliam Ártemis e costumam acompanhá-la em suas missões, sendo praticamente imortais, uma vez que só podem falecer em batalhas.
O vice-diretor monstruoso revelou, durante seu ataque, que ele e outros monstros estavam em busca de um monstro específico, bastante poderoso e capaz de destruir todo o Olimpo, ou seja: perfeito para os planos do titã Cronos. Ártemis, portanto, decide encontrar o tal monstro antes dos seguidores de Cronos, mas acaba sendo capturada pele exército do General (grande aliado de Cronos e chefe do vice-diretor monstro). Dessa forma, Zoë Doce-Amarga, uma Caçadora muito importante e experiente, recebe a missão de encontrar Ártemis e salvá-la, levando consigo Bianca di Angelo (que, logo no começo do livro, decide se tornar uma Caçadora), Grover, Thalia e outra Caçadora. Porémm, corre um imprevisto envolvendo essa outra Caçadora, e Percy, eventualmente, se junta à missão (inicialmente fugindo e seguindo o grupo, às escondidas). Claro que, além de salvar Ártemis, ele também está extremamente preocupado com Annabeth, e deseja poder salvá-la também.
Além de Annabeth, outra personagem que mal apareceu por aqui foi Tyson, mas é justificado: no livro anterior, ele foi trabalhar para o pai, construindo armas. Eles fizeram falta, porque gosto bastante dos dois, mas entendo que é por conta do contexto do enredo, então, como é justificado e, portanto, lógico, está tudo bem. Sobre Thalia: admito que no começo não gostava tanto dela, e, apesar de não ter me apegado muiiito a ela, depois passei a gostar. Queria ter visto mais dela na história, de qualquer forma. Também queria ter visto mais de Bianca di Angelo, mas não irei me estender para não dar spoilers.
Gostaria de falar um pouco mais sobre a personagem de Zoë Doce-Amarga, que teve bastante destaque em "A Maldição do Titã". No início, ela não tinha me cativado realmente, mas, ao longo da leitura, vamos entendendo melhor a sua história, e, portanto, porque ela tem determinados comportamentos. Passei a admirá-la verdadeiramente, porque Zoë se mostra uma personagem bastante forte e corajosa (desde o começo na verdade, mas, depois de determinadas revelações, essas características se evidenciam ainda mais). Ela se colocou em situações de grande risco e que despertavam gatilhos nela para poder salvar Ártemis, e isso é bastante ousado e comovente. O arco dela foi muito bem construído! Outras personagens novas que também gostei bastante foram Ártemis e Apolo, seu irmão e deus do Sol e das profecias. Ártemis também é muito corajosa e altruísta, e ela mostra isso em vários momentos do livro, especialmente no que se refere ao tratamento de suas Caçadoras. Apolo, por sua vez, é muito engraçado! Rick Riordan tem uma série de livros chamada "As provações de Apolo", e quando descobri sobre ela fiquei me perguntando por que, dentre tantos deuses, o escolhido foi Apolo, mas depois de ler "A Maldição do Titã" creio que tenha entendido. Ele é bastante carismático!
O terceiro livro se mostrou uma excelente história, e estou absurdamente encantada e envolvida no universo de Percy Jackson. Como falei na resenha de "O Mar de Monstros", é simplesmente fascinante a maneira como tudo está conectado na série! Perceptivelmente, uma história muito bem elaborada. Aliás, estou terminando o quarto livro e posso dizer que o enredo continua eletrizante! Ansiosa pelo desfecho! ❤
✿ CITAÇÕES FAVORITAS ✿
quarta-feira, 20 de julho de 2022
Dica de série: "Modern Family"
Oi, pessoal! Nunca mais falei sobre série por aqui, né? É porque estou assistindo a menos séries ultimamente, e estava focada em Modern Family. Aliás, é justamente sobre ela que irei falar hoje! A série, que tem 11 temporadas, tem episódios curtinhos, leves e super divertidos! Ela é ótima para assistir com a família, em decorrência de sua leveza e de suas temáticas centradas justamente no núcleo familiar. Por falar nisso, assisti ao seriado com meus pais, e, somado ao fato que a série é longuinha, levamos 7 meses (sim, 7 meses) pra assisti-la. Com a escola e com os trabalhos dos meus pais, a gente costumava assistir à série à noite, quando todo mundo podia. Então, foi uma companhia por muito tempo, fazendo parte da minha rotina e que, com certeza, vai deixar saudades!
"Modern Family" acompanha a dinâmica da família Pritchett a partir de filmagens estilo documentário, com as personagens (que são maravilhosas e super carismáticas) aparecendo, algumas vezes, de frente para a câmera e falando sobre o que está sendo retratado no episódio. A série nos apresenta a 3 núcleos da mesma família: o composto por Jay, Gloria e Manny, o composto por Claire, Phil e seus 3 filhos, e, por fim, o de Mitchell, Cam e Lily.
Jay é o membro mais velho da família, pai de Claire e Mitchell e marido de Gloria. Ele é dono de uma empresa de armários bem-sucedida e é apaixonado pelo ramo. Ele também é um reflexo dos conservadorismos de seu tempo. Adoro ele, porque, além de ser extremamente engraçado (como todo o elenco), evoluiu bastante ao longos das temporadas, uma vez que tentava superar seus preconceitos estabelecidos há tanto tempo em sua vida. Gloria, sua esposa colombiana, é bemm mais nova do que ele e, de início, precisa lidar com os julgamentos em decorrência da diferença de idade entre ela e Jay. Sua personalidade é bastante forte, sempre lutando pelo o que acredita e pelo que quer, além de ser superprotetora com seu filho, Manny. Manny, por sua vez, é uma criança bastante adorável, sensível e amorosa. Com "espírito de adulto", é sempre divertido quando ele entra em tela com seus sentimentalismos sobre a vida e as coisas que a cerca. A relação construída entre ele e Jay é algo que merece destaque, porque o pai de Manny não era de fato presente em sua vida, e Jay desempenhava esse papel muito bem, com cumplicidade, respeito e amor. Uma relação muito bonita!
Além desse núcleo, temos também o de Claire, filha de Jay. Dona de casa, ela é uma personagem bastante determinada e focada naquilo que deseja, e é interessante como a série vai mostrando a evolução dela na carreira e as mudanças que a cercam, mas não falarei mais sobre isso para não dar spoilers 🤫 Phil Dunphy é seu marido, corretor de imóveis e dono de um coração enorme, sempre fazendo trapalhadas e acolhendo aqueles que ama. Acho que é impossível não se encantar por Phil e sua personalidade amorosa e ingênua! É muito legal ver a forma como ele mantém a criança interior viva em seu cotidiano e até mesmo na própria personalidade. Juntos, Claire e Phil tem três filhos: Hailey, Alex e Luke. Hailey, a mais velha, é a típica adolescente popular, sempre preocupada com a própria imagem e popularidade, sendo um tanto fútil. Adorei acompanhar a evolução dela, e, embora tenha visto algumas pessoas reclamando do final destinado a ela, eu gostei bastante! Deu pra ver como ela evoluiu e estava muito feliz com tudo o que alcançou, mesmo que, definitivamente, tenha sido um caminho cheio de curvas. No início da série, não curtia muito a personagem dela, mas, à medida que as temporadas foram avançando, ela foi me cativando mais. Além dela, temos Alex, a filha do meio, superrr inteligente, centrada em seus objetivos e responsável. É interessante a forma como a série mostra toda a pressão que essas características exercem sobre ela, na maioria das vezes de forma cômica (mas, apesar do tom engraçado, totalmente aplicável à realidade). Por fim, temos Luke, o caçula. Ele é bastante bobinho e ingênuo, mas, apesar de lerdinho, é uma criança bem astuta. Naõ gostei muito da forma como desenvolveram a personagem dele ao longo da série, mas falarei sobre isso depois.
Por fim, temos o núcleo de Mithcell, também filho de Jay. Ele é advogado, gay, e tem um humor bastante ácido, cheio de sarcasmo e perspicácia. A dinâmica entre ele e o marido, Cam, rende muiiitas risadas! Cam é extremamente dramático, adora a arte performática (por sinal, ele, muitas vezes, atua como um palhaço que tem valor significativo pra ele: Fizbo) e se origina de uma fazenda no Missouri, sempre abordando e fazendo referências ao seu "lado caipira". Os dois são encantadores, e, mesmo que tenham briguinhas bobas com frequência, sempre acabam se compreendendo e se apoiando no final. Adoro eles!! Juntos, eles adotaram a vietnamita Lily, que é muito fofa! Eles fazem a menina da boneca, e é muito divertido e adorável acompanhar tudo. Desde pequena, Lily faz diversos comentários ácidos na série, que trazem ainda mais humor e leveza. Gostaria que ela tivesse aparecido mais, porque suas participações costumavam conferir um "toque a mais" nas cenas. Além disso, gostaria de falar sobre a relação de Jay e Mitchell, que evoluiu muito ao longo do seriado, uma vez que Jay, conservador, não aceitava verdadeiramente a sexualidade do filho, o que, claro, gerava afastamento e mágoas. Foi muito bonito acompanhar a forma como essa relação cresceu, com compreensão mútua e o entendimento de que, no final, o que realmente importa é o amor.
Apesar de ser uma série maravilhosa, "Modern Family" peca, especialmente e indiscutivelmente, no que diz respeito às origens latinas de Glória. São muitas as piadas que retratam uma Colômbia muito violenta, perigosa, em contraste com o retrato de exaltação dos Estados Unidos. Isso é bastante incômodo, porque é uma visão muito estereotipada da Colômbia e da América Latina como um todo (e os EUA está longe de ser perfeito, convenhamos). Agora, falando sobre o desenvolvimento de Luke e de Manny (especialmente o de Luke), que não me agradou tanto. Creio que o seriado não tenha sabido como apresentar e desenvolver os dois personagens na adolescência e na entrada da vida adulta, porque eles perderam um pouco a graça e o frescor que tinham no começo da série. Falando especificamente de Luke, parece que ele perdeu um pouco da essência dele, e, embora tenha continuado um tanto engraçado, não houve muitos progressos em sua história e personalidade. Não quero me estender para não dar spoilers e, se você assistiu à série e discorda de mim nesse aspecto, tudo bem :) Se você ainda não assistiu, assista e tire as suas próprias conclusões, porque, apesar de tudo, ainda vale muito a pena!
Com uma gama de personagens tão diversos, "Modern Family" faz jus ao título e apresenta uma família moderna e, acima de tudo, real. De forma cômica, acompanhamos o cotidiano dessa família nem um pouco convencional, sendo apresentados temas relevantes, realistas e com os quais podemos no identificar facilmente. Além disso, é muito legal poder acompanhar o crescimento das personagens, especialmente das crianças! As personagens estão longe de serem perfeitas, e isso é maravilhoso! São humanas: cometem erros, acertos, evoluem, passam por mudanças, amam, odeiam, têm qualidades e defeitos, aprendem, e... ufa! Vocês entenderam. Tudo aquilo que faz parte da experiência de sermos humanos. Adoro a maneira como a série consegue ter esse olhar sagaz para retratar a vida como ela é, sempre com muita leveza para evidenciar o humor nas vivências das personagens - e, por que não?, para que possamos trazer um pouco desse olhar para a nossa própria realidade. ❤
segunda-feira, 11 de julho de 2022
Resenha: "O Mar de Monstros"
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| O MAR DE MONSTROS Autor: Rick Riodan Editora: Intrínseca Número de páginas: 304 Nota: 4,7/5 ⭐ |
Oi, pessoal! Hoje trago a resenha do segundo volume da série Percy Jackson e os Olimpianos: "O Mas de Monstros"! Ele conseguiu ser ainda melhor do que "O Ladrão de Raios", pois já estava familiarizada com o universo criado pelo Rick Riordan e as cenas foram, para mim, mais emocionantes. Gostei tanto que devorei o livro em apenas 2 dias, e pre-ci-so ler o terceiro urgentemente!! Bom, enquanto isso, vamos à resenha :) Ah, é importante destacar que, por ser a resenha do segundo livro, obviamente, haverá spoilers do primeiro livro.
"O Mar de Monstros" começa mostrando Percy no último dia de aula em sua nova escola. Estava indo tudo bem: ele conseguiu passar um ano inteiro sem ser atacado por monstros e tinha até feito um novo amigo, Tyson. No entanto, um jogo de queimado entre Percy, os colegas e supostos estudantes que estavam de visita ao colégio resultou em uma grande confusão, pois os "estudantes" eram monstros. Com isso, Annabeth chega e ajuda a detê-los, avisando a Percy que o Acampamento Meio-Sangue corre perigo, pois a árvore de Thalia foi envenenada. Consequentemente, a barreira que protege o local estava frágil, fazendo com que o espaço sofresse diversos ataques. Dessa forma, Percy, Annabeth e Tyson (que vai junto porque Percy não queria deixá-lo sozinho e vulnerável) partem para o Acampamento a fim de tentarem resolver a situação, mas encontram ainda mais problemas. Quíron, o centauro e diretor de atividades do Acampamento, havia sido acusado de envenenar a árvore, sendo demitido e substituído por um espírito que sofria punições no Mundo Inferior, Tântalo. Além disso, foi revelado nos sonhos de Percy que Grover está preso na caverna de Polifemo, um ciclope que deseja se casar com o sátiro, acreditando que ele seja uma ciclope fêmea. No local onde a caverna se encontra também está o Velocino de Ouro, artefato mágico capaz de salvar a árvore de Thalia. Assim, Percy solicita uma missão a Tântalo, para salvar o Acampamento e Grover. Entretanto, o diretor, que assume uma postura bastante irresponsável e ignorante diante dos problemas que o Acampamento sofre, recusa-se a dar a missão à Percy Jackson e seus amigos, dando-a à Clarisse, filha chatinha de Hades. Ela, inclusive, ganha um pouco mais de destaque neste livro, sendo importante para a história.
Obviamente, Percy ignora completamente seu pedido negado, fugindo do Acampamento com Annabeth e Tyson em busca do Velocino. Para isso, eles precisam atravessar o Mar de Monstros, que dá título à obra.
Embarcamos em mais uma aventura, permeada de momentos emocionantes e reviravoltas. Também descobrimos mais sobre as personagens e os aspectos mencionados no livro anterior, como a profecia que envolve Percy Jackson e que foi citada por Quíron e Annabeth em "O Ladrão de Raios" e os planos de Cronos, que segue usando Luke para concretizá-los e manipulando monstros e outros semideuses. Sobre as personagens, destaco o maior aprofundamento que Annabeth recebeu no livro, que me fez gostar ainda mais dela. Considero bastante interessante como tudo se mostra interligado da série, sendo fascinante poder acompanhar tudo isso (afinal, não sabemos exatamente o que esperar)! Gostaria de acrescentar também que, no começo da leitura (e não é um spoiler, podem ficar tranquilos) Percy descobre que Tyson é um ciclope (e outra coisinha também...), precisando lidar com as novas descobertas. Eu adorei a forma como Tyson foi inserido na história! Ele é muito fofo, ingênuo e leal, mas sofre muito preconceito no Acampamento por ser um ciclope, e, nesse ponto, Rick Riordan levantou questões bastante importantes. Quantas vezes deixamos de conhecer realmente alguém por julgar o que essa pessoa aparenta ser? Tyson sofre muita discriminação, uma vez que as pessoas esquecem de enxergá-lo como ele realmente é e o reduz às próprias ideias pré-concebidas: um monstro. Um inimigo. Uma aberração.
Mais uma vezes, Rick Riordan entrega uma obra que encanta de forma leve e extremamente divertida, que te faz aprender bastante sobre Mitologia Grega e que traz personagens cativantes. Foi bastante difícil largar o livro, que te deixa com gostinho de quero mais. Recomendo bastante :)
❁ CITAÇÕES FAVORITAS ❁
sexta-feira, 8 de julho de 2022
Resenha: "O Ladrão de Raios"
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| O LADRÃO DE RAIOS Autor: Rick Riordan Editora: Intrínseca Número de páginas: 400 Nota: 4,5/5 ⭐ |
Oi, pessoal! Hoje trago a resenha de "O Ladrão de Raios", primeiro livro da série "Percy Jackson e os Olimpianos". Foi uma leitura bastante agradável e empolgante, que fugiu um pouco do que eu costumo ler (o que, creio eu, torna a experiência de leitura um pouco mais interessante). Estava olhando os livros que minha tia tem no apartamento dela, e ela disse para eu escolher um deles para ler. Escolhi "O Ladrão de Raios", justamente por estar buscando algo que me fizesse sair um pouquinho da minha zona de conforto e porque é uma série bastante querida, o que me deixou um tanto curiosa. Minha tia, então, que tinha também a sequência ("O mar de monstros", que já estou lendo, inclusive), me deu os dois livros! Uhuuuu! Enfim, estou gostando bastante! :)
Ah, o Disney+ vai transformar a história em série! Há também um filme, que eu não assisti, mas as pessoas dizem que é uma adaptação bem ruim. Não pretendo assisti-lo no momento, mas quem sabe um dia, pra tirar minhas próprias conclusões... Aguardemos para ver o que a série nos trará :)
"O Ladrão de Raios" nos apresenta a Percy Jackson, um garoto de 12 anos aparentemente comum, com um detalhe: ele é um meio-sangue\semideus, mas ele só descobre isso no decorrer da leitura. Desde pequeno ele passa por situações incomuns que o deixam em maus-lençóis, sendo sempre expulso das escolas em que estuda, além de ter muita dificuldade nos estudos. No entanto, um evento ainda mais incomum ocorreu a ele: sua professora de iniciação à álgebra se transformou em um monstro e tentou assassiná-lo, o que o deixou bastante assustado. Percy, então, luta com a sua professora e a transforma em pó. A partir disso, mais monstros começaram a persegui-lo e a colocar em risco a sua vida e das pessoas ao seu redor. Quando Percy e sua mãe vão passar uns dias em uma casa de praia, um Minotauro começa a persegui-los, e seu melhor amigo, Grover, surge para ajudá-los a escapar. Em uma sequência cheia de ação, Percy consegue derrotar o Minotauro, que vitimiza a mãe do protagonista na luta. Depois desse triste acontecimento, Percy e Grover vão para o Acampamento Meio-Sangue, onde Percy entra em contato com outros semideuses (e descobre que é um deles) e criaturas mitológicas. Assim, ele também descobre que Grover é, na verdade, um sátiro, cuja função era protegê-lo, entre outras descobertas.
No Acampamento Meio-Sangue, Percy faz novas amizades, participa de atividades e treina para ser um herói. Lá, ele também descobre que existe um grande problema: o raio-mestre de Zeus fora roubado, e Percy recebe a missão de recuperá-lo, com a ajuda de seus amigos Grover e Annabeth, filha de Atena, a deusa da sabedoria. Dessa forma, os três partem em uma aventura cheia de obstáculos em direção ao Mundo Inferior, dominado pro Hades, o deus dos mortos, pois acredita-se que ele esteja com o raio-mestre do irmão. Essa missão também tem um significado especial para Percy, que pretende salvar a mãe, presa no Mundo Inferior. Além disso, ele recebeu uma profecia, e, ao longo da leitura, vamos acompanhando a sua concretização, ansiando pela forma como ela irá ocorrer.
Você irá para o oeste, e irá enfrentar o deus que se tornou desleaL.
Você irá encontrar o que foi roubado, e o verá devolvido em segurança.
Você será traído por aquele que o chama de amigo.
E, no fim, irá fracassar em salvar aquilo que mais importa.
Como vocês puderam perceber, o livro traz para os dias atuais a Mitologia Grega, o que resulta em uma trama bastante criativa, divertida e interessante! Antes que possamos perceber, estamos completamente absorvidos por esse mundo cheio de lutas, heróis, deuses e seres mágicos. É uma história com muitas reviravoltas e aventuras, e me encontro em estado de encantamento. A relação entre Percy e seus amigos é bastante bonita e natural, assim como a sua relação com a sua mãe. Vale destacar também que Percy Jackson é um personagem bastante cativante! Corajoso, gentil, carinhoso com as pessoas ao redor, teimoso (e, aqui, rola uma identificação da minha parte hahaha)... enfim, apaixonante!! A forma como ele se preocupa com aqueles com quem se importa e não mede esforços para cuidar dos outros e lutar por aquilo que acredita é verdadeiramente admirável. Além disso, Grover e Annabeth também são personagens bastante cativantes! Grover, com seu jeito atrapalhado, mas cuidadoso de ser, e Annabeth, com toda a sua inteligência. Um trio realmente amável.
A forma como Rick Riordan escreve é bastante simples e dinâmica, o que torna a história ainda mais fluida. Percy Jackon é um excelente narrador! Enfim, recomendo bastante. Estou ansiosa para descobrir o que vem por aí...
Mesmo a força às vezes tem de se curvar à sabedoria - Página 238
















